Pacientes de doenças como Parkinson, Alzheimer, câncer, autismo, síndrome de Down, depressão, alcoolismo e também outras patologias relacionadas ao sistema neurológico contam hoje com um complemento ao tratamento. A chamada Terapia Assistida por Animais (TAA) pode utilizar gatos, coelhos, tartarugas, chinchilas, cães e cavalos para amenizar os sintomas e ajudar na melhora dos doentes. Fundamentalmente, a TAA trabalha com a interação homem-animal para obter benefícios biopsicossociais, ou seja, vantagens físicas, psicológicas e também sociais daqueles que viram a vida mudar após a descoberta de uma doença.
Célia Maria de Paula tem 71 anos e há 13 descobriu que tinha Parkinson. Além da medicação indicada pelo médico e da fisioterapia convencional, nos últimos quatro anos, ela aderiu a TAA. “Eu acho que está fazendo muito bem. Eu estou perdendo a coordenação motora nas mãos e já caí várias vezes na rua. As pernas já estão travando na hora que eu vou dar o passo, mas eu estou levando a sério. Também faço a fisioterapia e já fiz acupuntura, massoterapia, faço tudo o que eu posso”, conta a aposentada. Para Célia, a TAA tem proporcionado resultados significativos tanto no aspecto físico quanto no emocional. Desde que soube da doença, por orientação médica, ela procurou ler sobre o assunto.
Ela diz que, como o Parkinson é uma doença progressiva e degenerativa, é importante para o doente se informar. Célia procurou ler sobre as doenças e se preparou para saber lidar com os sintomas. Os reflexos do Parkinson, contudo, começaram a se intensificar no último ano.
“Eu não tenho tremor, tenho a rigidez dos braços e das pernas. A impressão que dá é que as mãos abrem sozinhas e cai o que eu estou segurando. Não é frequente, mas acontece. Às vezes, dormindo, eu acordo com a rigidez no braço. É raro, mas também ocorre de eu acordar com o soco que o braço dá”.
Até os animais conseguem ajudar, porque você não tenta também? :)


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